O objetivo da política econômica é aproveitar o potencial de crescimento, por André Araújo.

O objetivo da política econômica é aproveitar o potencial de crescimento, por André Araújo.
dezembro 05 09:12 2017 Imprimir este Artigo

Enviado por Andre Araujo ter, 05/12/2017 – 07:17

O objetivo da política econômica é aproveitar o potencial de crescimento

por André Araújo

A finalidade da politica econômica de um grande País é aproveitar seu potencial de crescimento. No caso do Brasil há 20% de potencial a atingir em curto prazo com pouco investimento, é a capacidade ociosa do sistema produtivo JÁ INSTALADA.

A politica monetária é apenas um instrumento da POLITICA ECONÔMICA, a inflação é uma variável da politica monetária, um índice, NÃO é um objetivo por si só da politica econômica.

A atual equipe transformou um índice, a inflação, em um objetivo único de toda a politica econômica quando na realidade a inflação NÃO é um objetivo, é apenas uma medição e a meta de inflação não é nada, é apenas uma estatística que não leva a lugar nenhum.

A POLÍTICA ECONÔMICA é um instrumento do Estado para atingir seus objetivos que compõe uma visão de longo prazo a que pode rotular-se como um PROJETO NACIONAL onde se se inserem os fatores de GEOPOLITICA, ECONOMIA, RELAÇÕES EXTERIORES, DEFESA, SUFICIÊNCIA ALIMENTAR E ENERGÉTICA, EDUCAÇÃO E SAÚDE DA POPULAÇÃO, PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE, PROTEÇÃO E VALORIZAÇÃO DOS RECURSOS NATURAIS.

A ECONOMIA é, portanto, apenas um dos fatores que compõe um projeto nacional. A politica monetária é uma parte da ECONOMIA e a inflação é uma variável de importância relativa, nunca uma meta estratégica. A moeda deve ser manejada como ferramenta da politica monetária, com movimentos de expansão e contração de acordo com as circunstâncias, a meta de inflação por si só nada significa, pode levar à estagnação e à estabilidade dos cemitérios.

Quando o País está em recessão, portanto com parte de sua capacidade produtiva paralisada mesmo tendo abundância de todos os fatores necessários para atingir plena capacidade, a começar pelo estoque de mão de obra desempregada, pelos equipamentos industriais sem uso, por exemplo, as fábricas de cimento do Brasil podem produzir o dobro sem novos investimentos, as indústrias em geral tem folga para aumentar a produção em um turno de até 25%, com um segundo turno pode produzir até 60% a mais, cabe à POLITICA ECONÔMICA ativar as variáveis sob seu controle para ocupar essa capacidade e gerar crescimento rápido.

A atual operação da economia NÃO atende a nenhum objetivo, apenas exercita uma ferramenta menor, a estatística de inflação, como se isso fosse um objetivo por si só.

O Brasil pode crescer rapidamente com medidas de expansão monetária, (Quantitative Easing) com o  mecanismo que se usa nos EUA, União Europeia e Japão com sucesso.

As reservas internacionais do Brasil atingem hoje em torno de US$400 bilhões, equivalentes a R$1,280 trilhão, enquanto o meio circulante físico interno está em torno de R$240 bilhões, uma disparidade constatável a olho nu, há pouca moeda circulante, há baixo credito na economia, os ativos se desvalorizam tornados muito baratos ao capital estrangeiro, essa parece ser uma meta não declarada da atual equipe econômica, desvalorizar ao máximo o VALOR BRASIL, terras, imóveis, empresas para tornar o Pais barato para o comprador estrangeiro, uma politica ANTI-NACIONAL que não cabe em  um projeto de Pais.

Compradores estrangeiros, a maioria estatais de outros países, estão adquirindo rapidamente usinas hidroelétricas como São Simão, a maior da CEMIG, a segundo maior distribuidora elétrica do País, CPFL, grandes linhas de transmissão (STATE GRID), grandes lotes do pré-sal, valiosos pedaços da PETROBRAS, tudo a preços de fim de feira, criando uma base gigantesca para eterna remessa de dividendos sobre um passivo externo de mais de US$1 trilhão, o Brasil como um País vendido em bloco a interesses não brasileiros.

Há uma nova rodada de vendas de ativos elétricos que deverão ser comprados por estrangeiros, que em 2020 já deverão controlar 50% das usinas de açúcar e álcool do Pais, um setor onde o Brasil é pioneiro mundial há 400 anos.

Enquanto a politica oficial da equipe econômica é vender o máximo de ativos da PETROBRAS, “desintegrando” uma das maiores petroleiras do mundo, amputando seus braços de distribuição (BR, possível comprador Brooksfield), transportes, gasodutos, oleodutos, petroquímicas, subsidiárias na Argentina e Peru, tornando menor e menos importante, perdendo posições estratégicas que uma EXXON ou SHELL jamais fariam.

Enquanto petroleiras estatais crescem e aumentam seus ativos, como a STATOIL da Noruega e RUSSNEFT da Rússia, a PETROBRAS na contramão do crescimento, encolhendo e apequenando, perdendo posição relativa entre as estatais petrolíferas.

Ao mesmo tempo outro alvo estratégico da equipe econômica é ACABAR COM OS BANCOS PÚBLICOS, instrumento fundamental do Estado brasileiro desde a Independência.

O BANCO DO BRASIL, com mais de 200 anos de historia, está sendo liquidado pedaço a pedaço, foi por dois séculos o maior banco do País, hoje está atrás do Itaú e Bradesco.

Filiais históricas no exterior como as agencias de Lisboa e Porto, com milhares de clientes, foram fechadas, desprezando a grande colônia brasileira em Portugal que usava o Banco do Brasil para enviar dinheiro para suas famílias. Por todo o mundo se fecham agencias do BANCO DO BRASIL, no País o fechamento se dá velozmente, abrindo espaços para os bancos privados. A CAIXA ECONOMICA está sendo atormentada com avisos de encolhimento, venda de subsidiarias, planos de demissão voluntaria e até soltam-se boatos de privatização.

O BNDES foi mutilado com o saque de R$180 bilhões de seu caixa  remetidos ao Tesouro para pagar juros da divida aos rentistas, paralisando o banco por falta de recursos, os desembolsos nos terceiro trimestre de 2017 foram reduzidos em 80%, no banco já ninguém aprova ou assina nada, com medo da condução coercitiva que parece parte do plano de liquidar o banco.

Até 2022, a maior parte da capacidade energética e industrial do Brasil deverá estar em mãos estrangeiras, graças a atual operação da economia por equipes transnacionais à testa do Ministério da Fazenda e do Banco Central, visceralmente ligados ao estrangeiro.

Não chega sequer a ser um POLITICA ECONÔMICA digna desse nome, trata-se tão somente de uma série de medidas que não fazem parte de nenhum projeto nacional de longo prazo e visam operar o Brasil exclusivamente como uma plataforma de negócios internacionais, um tipo de Panamá maior e mais rico para saquear.

https://jornalggn.com.br/fora-pauta/o-objetivo-da-politica-economica-e-aproveitar-o-potencial-de-crescimento-por-andre-araujo FONTE: