Precarização – face perversa do trabalho no mundo, por Maria José Trindade.

Precarização – face perversa do trabalho no mundo, por Maria José Trindade.
Janeiro 13 10:28 2017 Imprimir este Artigo

O Jornal de todos Brasismaizetrindade – sex, 13/01/2017 – 10:18

por Maria José Trindade

O capitalismo mundializou-se, estendendo-se a territórios do Leste Europeu e Ásia. Se nos primeiros estágios da revolução industrial, a fragmentação do trabalho foi a característica principal, no atual estágio, além da super-fragmentação, o trabalho sujeita-se à dispersão geográfica. É preciso buscá-lo pelo mundo afora e submeter-se às mais severas condições.

É o que acontece com indianos, paquistaneses, filipinos e trabalhadores de outras nacionalidades que migram para Dubai para engrossar a subclasse ou os estratos mais baixos dos despossuídos. Privados de oportunidades em seus países de origem e seduzidos – qual o herói grego Ulisses – pelo canto de ganhos substanciais em outras terras, tais trabalhadores lançam-se numa aventura incerta. O exército de “disponíveis” atinge dimensões mundiais, mesclando raças, idades, sexos, religiões, tradições, reivindicações, lutas, expectativas e ilusões.
Essa reserva de força de trabalho é praticamente inexaurível, já que o capital pode mobilizar várias centenas de milhões de trabalhadores potenciais, especialmente na Ásia, África e América Latina. Os expatriados recriam diversidades e alimentam desigualdades. Estranhos no país-padrasto, sofrem preconceitos de base racial, religiosa, lingüística, de sexo e idade.

O texto é resultado da minha segunda viagem a Dubai e da convivência com uma jovem imigrante expatriada do Sri Lanka.

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FONTE: http://jornalggn.com.br/documento/precarizacao-face-perversa-do-trabalho-no-mundo-por-maria-jose-trindade
GGN O JORNAL DE TODOS OS BRASIS
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