Durante promissora carreira em uma transnacional da Indústria Farmacêutica, sendo aluno de Ciências Econômicas da PUC de Campinas na década de 1980, fui “contaminado” com o desejo de dar relevância à minha existência. Impulsionado pelo Prof. Araldo da Costa Telles Sº. (inesquecível “Gato”), decidi que deveria me tornar educador. Tentando seguir – e na medida do possível – reproduzir os passos de outro grande Mestre, Prof. Lineu Carlos Maffezoli, segui meu caminho a partir de então. Nestes mais de 25 anos de profissão percebi que, mais do que uma escolha, nossa missão se transforma em sacerdócio, o que nos obriga a um auto-policiamento incessante. “Escalar” os conhecimentos da Economia, mas principalmente das Ciências Humanas, transformou-se em necessidade vital. Daí a decisão de cursar mestrado em Economia Política, na PUC de São Paulo e doutorado em Ciência Política, no IFCH da UNICAMP. Sempre com apoio incondicional de minha companheira de jornada, Maria Rita, nos bons e nos mais difíceis momentos de nossa vida, pude “crescer” na medida em que tinha certeza da existência de um “porto seguro”. Meus filhos – e agora os netos – também sempre foram “injeções” de ânimo e persistência.

Nesta caminhada muitos foram os abnegados amigos de profissão e muitos os Mestres – com “M” maiúsculo mesmo! Eles quem me obrigaram a “auto-críticas” e “atualizações”. Dentre os amigos vale destacar Prof. Fábio Iaderozza, Prof. Darsi Corsi, Prof. Francisco Orlandin, Prof. Adauto Ribeiro, Prof. Sérgio Pio Bernardes, Prof. Messias Mercadante, Prof. Renato Polli, Profa. Isabel Figueiredo, Prof. Marcelo Guterres, Profa. Sylvia Freitas, Prof. Ulisses Feres, Prof. Paulo Carvalho, Edi Trindade, Prof. Gino Luiz Rossi, Profa. Maria Rebono. Com relação aos Mestres não poderia deixar de lembrar Prof. Julio Manoel Pires, Prof. Plinio de Arruda Sampaio, Prof. Ladislau Dowbor, Prof. Marco Vanzuli, Prof. Andrei Koerner, Prof. Márcio Bilharino Naves, Prof. Valeriano Mendes, Prof. Ricardo Antunes, Prof. Fernando Lourenço e o saudoso Prof. José Newton Carpintero. Cada um a sua maneira me permitiu entender com mais clareza a essência desta profissão. Pude descobrir que humildade e sabedoria são parceiras inseparáveis, ao mesmo tempo em que submissão é um substantivo incompatível em nossa missão. Correndo o risco de ser traído pela memória, ainda sim posso afirmar que graças a todos os que cruzaram minha vida, pude ter certeza de que vivemos para servir e devemos sempre buscar a construção de uma sociedade mais justa e digna.

De outro lado, pude conviver com todo tipo de alunos. Muitos foram os que me obrigaram a correções de rumo e me permitiram reconhecer-me no “espelho da vida”. Ao entender que somos todos resultado de sociedades intolerantes e preconceituosas, busquei sempre valorizar a experiência vivida de cada um tentando conduzi-los a mundos e reflexões que permitam a justificativa de uma vida. Nesta caminhada docente pude perceber que a maior queixa sempre foi: “como buscar a verdadeira informação!?”; ou ainda: “como posso me livrar da alienação!?”

Neste sentido, O PALHEIRO tem a presunção de ser a concretização de um sonho que busca manter a curiosidade e a busca por alternativas lúcidas de se alcançar um conhecimento, minimamente livre dos efeitos da ideologia (em seu sentido marxista). Trata-se, portanto, da construção de um espaço democrático por excelência em que se deseja oferecer “matéria-prima” suficiente que nos leve a exacerbar nossa indignação e nossa lucidez.

Ouso afirmar que as lições apreendidas sobre a trágica história da humanidade tem como consequência a descoberta de que, como ensinou um poeta:

“É PRECISO ASCENDER À LUZ!!! “

PAULO DE TARSO DA SILVA SANTOS.
Prof. Universitário.

поисковая система googleonline mobionline games